Os três pilares que sustentam o mundo. Na verdade, olhando para cada um deles, individualmente, facilmente percebemos a sua força conjunta, achando que se conseguirmos atingir um deles, será o suficiente para nos sentirmos realizados.
Alguns de nós, passam uma vida inteira a tentar enriquecer, sem se preocupar muito com quem atropela ou se o dinheiro que ganha é de forma ilícita ou não. Simplesmente, torna-se, com o tempo, um hobby como qualquer outro, deixando-nos confusos quando as coisas não acontecem como queremos, ou quando outros se revoltam pela forma como são usados e explorados. Sentimo-nos mesmo superiores e nascidos para liderar, comandar, ser ricos, achando estúpidos e ridículos, todos os que se colocarem contra essa verdade! Criamos negócios perfeitamente legais, pagamos salários mínimos a quem trabalha, esticamos as horas de trabalho até ao limite, aproveitando a precariedade dos empregos e, se a sorte ajudar, enriquecemos. Ou então, entramos em negociatas por baixo da mesa, perfeitamente ilegais e penalizadoras para uma infinidade de pessoas, enchemos os bolsos de luvas de todas as cores, abrimos contas bancárias secretas em paraísos fiscais e enriquecemos na mesma, embora pouca gente saiba disso. O dinheiro não fala, não diz de onde vem, nem para onde vai… e que ninguém tenha ilusões de quem fica com ele! O povo diz que os rios correm sempre para o mar… ou seja, o dinheiro corre sempre para quem já tem dinheiro, tornando-os cada vez mais ricos, em detrimento de quem tem pouco. A capacidade de o mundo gerar riqueza, ou dinheiro fresco, está estagnada há muitos anos, tendo como lógica consequência a simples divisão da riqueza existente. Simplesmente, muda de mãos, invariavelmente, para as mesmas…
Já o sexo é de todos! Pobres, ricos e remediados, conseguem ter o seu sexo em determinados momentos da vida. Mesmo que saibamos que consegue ser o motivo de uma monumental máquina de fazer dinheiro, o sexo continua a ser um escape, ou até mesmo o único prazer terreno para inúmeras pessoas. Em tempos idos, era visto como algo pecaminoso quando praticado por outros motivos que não fossem a procriação, mas, à medida que o mundo foi evoluindo, passou a ser olhado com bonomia pela maioria das pessoas, hoje capazes de aceitá-lo, mesmo sem certezas de futuros em conjunto, e com combinações macho-fêmea mais variadas e complexas. Ainda assim, mesmo socialmente aceite, a verdade é que um acto que deveria ser o ex-líbris do prazer, venerado pelo seu enorme potencial efectivo e amoroso, é denegrido e tratado com desprezo por uma imensa quantidade de gente, sendo levado ao extremo nas violações ou actos de pedofilia. Resumindo, dos três pilares que sustentam a terra, o sexo, embora seja o mais acessível, leva, em determinadas situações, algumas pessoas a transformarem-se em seres abjectos e abomináveis, com cérebros só comparáveis com o das minhocas, ou algo parecido.
Por fim, o poder. Desde tempos imemoriais, o poder é desejado por muitos e conseguido por poucos. Alexandre “O grande”, Carlos Magno, Jesus Cristo, Adolf Hitler, são alguns nomes que ficaram para a história por terem conseguido levar o poder ao seu mais alto estatuto. Muitas vezes, nem sequer importa se têm dinheiro ou sexo, mas chegam ao topo pela firme convicção das suas ideias e pela forma como cativam apoiantes. Na verdade, ninguém tem poder em lugar nenhum, se não tiver um grupo de seguidores cegos e fanatizados que sustentem a sua posição, ou seja, para se ter poder, é fundamental que existam pessoas que sejam humilhadas, exploradas, chantageadas, convencidas, eliminadas. Massa crítica…
Não se pense, no entanto, que só os grandes nomes são capazes de atingir o tão almejado poder, já que, todos nós, num ou noutro momento, a diferentes níveis, sentimos o seu gosto agridoce. Quando, nas nossas próprias casas, nos nossos próprios empregos, nos nossos próprios grupos de amigos, temos a oportunidade de ter alguém que dominamos, seja de que forma for, estamos a ter o poder nas mãos. A diferença entre os homens, reside na capacidade de saber, ou não, usar esse poder com inteligência, conseguindo os resultados desejados sem atropelar ninguém e, acima de tudo, sem “vender” os seus princípios…
O tempo e os tempos
-
Foi aqui, no tempo
Enquanto sorvia o teu silêncio, que
Reclinando a cadeira, somei
Todos os tempos, que vividos
Através da pausa dos sentidos, fizeram
Eclodi...


Olá Amigo,gostei muito deste texto cheio de plenas verdades. Bjs
ResponderEliminarCláudia texeira